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quinta-feira, setembro 30, 2004

Coincidências que me confudem 

GC Roush II, Mind ReaderTenho estado a matutar sobre um post que se relacione com o anterior e, consequentemente, com a minha desaventurada condição amorosa.
Pois bem: escrevi, escrevi, escrevi... e apaguei tudo!
Comecei por querer mostrar os meus dotes, ou melhor, tentar cativar um ocasional futuro amante que pudesse, no preciso momento da leitura, descobrir que eu era a "tal". Pensei, repensei, disparatei e recorri ao zodíaco. Pois vá-se lá saber por que é que as pessoas recorrem a estas merdas quando já lhes falta o conforto de um qualquer xanax natural?
Ora bem, lá andei eu pelas interpretações alheias acerca das minhas próprias características, nem defeitos, nem qualidades - apenas características, como dizia o Agostinho da Silva - e confirmou-se que esta porcaria do zodíaco lá nos confunde com as coincidências e que muito do que falam sobre mim é, eureka, verdade!
Mas não fui capaz de postar, que dar demasiada importância a estas coisas dos signos sempre foi algo que nos envergonhou e não convém fazer muito alarido ou correremos o risco de chamarem-nos ignorantes.
Seja como for, e digo isto para os possíveis candidatos, fiquem lá a saber que só conhecendo e lidando com as palavras e com o hálito, com o toque e com a vista e com muito, muito mais é que se chega a conhecer uma ínfima parcela de alguém e que, por mais que Mayas ou afins prometam compatibilidades, é melhor não fiar mas sim apostar num frente-a-frente!
Agora deixo à vossa consideração... já que tive tanto trabalho para me conhecer (coisa rara não nos conhecermos!) e que o deletei num piscar de incredulidade, se quiserem podem verificar o que, post após post, eu tenho deixado sobressair sobre a minha personalidade taurina.

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quarta-feira, setembro 29, 2004

...do fim-do-mundo! 

Lilya CorneliA partir de hoje vou procurar um amante - um amante que, contrariamente ao usual propósito sexual de quem os procura, conseguirá satisfazer, igualmente - mas de diferente forma, as minhas necessidades.
Preciso de um amante para o carinho, para a atenção, para me dizer palavras bonitas e me fazer sentir única. Terá permissão para sairmos juntos, passarmos longos fins-de-semana de aventura, a conhecer mundos e a dedicarmo-nos, também, ao nosso mundo. Jantaremos com amigos e sairemos para os copos, tal como para espectáculos ou passeios sem destino pelas ruas de uma qualquer cidade ou campos de uma qualquer aldeia. Vamos estar à vontade para desabafar os nossos problemas porque, acima de tudo, gostaremos muito um do outro e existirá confiança para nos desnudarmos interiormente; enumeraremos os defeitos mas, principalmente, enalteceremos as qualidades; faremos projectos para o futuro (e o futuro é agora) e comprometer-nos-emos, com honestidade, a demonstrar quando estamos ou não satisfeitos e saberemos como dizê-lo sem magoar.
O amante que eu arranjar vai ser dedicado e delicado: quando estiver comigo não se vai queixar com a necessidade do trabalho, nem tão pouco fazer-me sentir “a mais” quando em vez de um eu passar dois ou três dias em sua casa. Nunca me deixará a dormir longe de si, por que se aperceberá que eu estou triste: nessa altura, virá ter comigo e perguntará o que se passa - conversaremos e resolveremos os problemas, dar-me-á beijinhos e pegar-me-á ao colo para me adormecer junto a si. Há-de cumprimentar-me como se não me visse há séculos e despedir-se-á com saudade. Terá gosto em mostrar aos outros e outras que está apaixonado e que o amor é a coisa mais bonita do mundo.
Está decidido, a partir de hoje só quero o que já tenho para continuar a mandar aquelas quecas “fim-do-mundo” - será que são quecas, será que é amor, o que será? será amor para mim e quecas para ele? será que não, será que sim??? - fartei-me de tanto jogo, de tanto desiquilíbrio emocional na minha vida, de sentir-me importante dia-sim-dia-não, semana-sim-semana-não… de saber que vão-se passando os meses e, quando damos por ela, a vida!
Eu gosto, eu quero, eu poderia, mas o que existe em mim é-me reprimido - como se isso fosse possível!.. Não me é permitido sentir, sonhar, amar, dar - e em breve sufoco com os meus próprios sentimentos...
E assim, tal como a Carochinha (cuja sorte não invejo), vou cantarolando...

Quero um amante
Que me dê amor…
Para as quecas fim-do-mundo,
Continuo com o estupor!..

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segunda-feira, setembro 27, 2004

Neste canal... 

Amiguinho, tenho uma coisa para te relembrar…
Sabes, por acaso, que ter a box em casa te poderá impedir de, quando estás sozinho, ter fantasias comigo?
Jan Saudek, Portrait of Young Lady G., 1997Quando chegámos ao teu apartamento quiseste, imediatamente, mostrar a maravilha que te emprestaram. Acendeste a tv e foste fazendo o famoso zapping pelos três canais carnais. Rimo-nos, admirámos os corpos, de formas exageradamente definidas, das gajas e dos gajos mas, vimos alguma coisa que não tenhamos já experimentado?!?
Sendo assim, entre o Apocalipse Now e a Playboy TV, decidi mostrar-te os meus dons: eu também sei fazer strip… e ainda melhor quando já só tenho as cuequinhas e uma t-shit larga, masculina e tua, vestida.
Coloquei-me á tua frente tapando a televisão, e… roda a anca, afasta as pernas e espeta o rabo, cuequinha para baixo, cuequinha para cima, roda a anca, levanta a t-shirt, apoia a perna no banco, vira para a mesa, apoia-te sobre ela e baixa, de vez, as cuequinhas…rebola, vira-te de frente, afasta as pernas e levanta-as, apoiando os pés na borda da tua secretária: estou aqui, e tu já estás em mim.
É real, em carne viva e fresca (e menos usada!..). É, ainda, mais puro, porque este é um motor que trabalha com AMOR - uma energia renovável (apenas dependente de não cair em monotonia), uma fonte inesgotável, não só de prazer como de carinho, não só de carne, como de espírito.

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sábado, setembro 25, 2004

Coroar o meu destino 

Estou a morrer de tédio. Vou-me embora.
Deixo o trono vago - vou reinar o meu destino para outro lado.

Jeffrey Becom, Embarcadero

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sexta-feira, setembro 24, 2004

Um e meio, um, meio...  

Elena Skibitskaya,Untitled #1-Figure Study with Garland, 2000
Onde é que estás? Aparece, vou dar-te mais 3 minutos ou então...
Kido, quando eu te encontrar vou dar cabo de ti! Estas coisas não se fazem!.. Ainda agora estavas ao pé de mim, deste-me beijinhos enquanto me fazias coceguinhas, puxaste-me os cabelos e besuntaste-me com o sumo da laranja! Anda lá, agora é a minha vez!.. Nem sabes o que te espera, mas aviso-te já: prepara-te, que não vai ser pêra doce - vou ter que vingar-me por ter caído numa das tuas rasteiras enquantos jogávamos ao "vou-te-comer"! Olha que se não apareces, eu nunca mais brinco contigo...
Anda lá, estou a brincar, não te faço nada disso... Só não quero é ficar sozinha, de novo!!!
Três, dois e meio, dois, um e meio, um, meio...

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quinta-feira, setembro 23, 2004

Hoje não há mais... 

Este blog encontra-se encerrado.
Peço a todos que tenham paciência, mas por motivos amorosos de uma extraordinária força, sinto-me impedida de prosseguir os meus contos sem pontos.
Agradeço, desde já, a V. comparência e prometo, provavelmente já amanhã, regressar com novas histórias de encantar!
A todos uma boa noite!

Jeffrey Becom

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Antecipada tinta vermelha 

David Hoptman, Painted Nude Study 3
Acordei bem cedo, o barulho da rua confundiu-me os sonhos; a bexiga cheia atordou-me a tranquilidade física.
Quando me levantei para dar conta do recado corporal, despi-me, agachei-me sob o tampo sanitário e deixei que escorresse de mim, não só o alívio como a surpreendente e antecipada tinta vemelha e fresca da morte. Que inconveniente é esta manifestação da contribuição feminina para a continuidade da espécie!...
Acontece que se juntou o inútil ao desagradável: agora, além de zonza estou zombie - parece que me sovaram. E eu, resistente e alheia à procriação, receberei ansiosamente, neste belo dia, a minha cara metade que há muito não vejo.
Assim chegará ele, cansado pelos calhaus estudados e montes escalados, até mim. Abrir-se-á a casa do amor (apenas usada pelos amantes para o efeito), acender-se-ão as velas para que vejamos com maior iluminação a tesão que crescerá, segundo a segundo, e eu, conturabada pela ansia do desejo, pelas vertigens pré-tombásticas e pela pancada que é ser-se mulher... estarei não sei bem em que mundo, se neste se num de rituais canibais. Seja lá como for, o amor continua a ser lindo e eu, sendo mulher, continuarei a ser capaz de isto e muito mais!
(será que alguém se chocou com a veracidade mensal e habituè desta mulher?)

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quarta-feira, setembro 22, 2004

Excessivamente, em escrita 

Jeffrey Becom, Skull with Paper FlowersDurante os
próximos dias,
dias em que
estarei cerrada
no meu lar,
lar em que pouco mais
do que
isto tenho a fazer
("O homem é
feito para
a luta, não
para
o repouso"),
tenho a
impressão que
receberei
poucos comentários
aos meus
extensíssimos
posts
e
que
quem
aventurar-se a
lê-los poderá acabar assim...

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Bailando em alto mar 

Pagam-se caras estas diversões em que me meto...
Jeffrey Becom, El Baile de Muerte
Não bastava a mancha acastanhada no queixo? Não... agora foi-me diagnosticado o "Síndrome Vertiginoso", mais conhecido pelo "Síndrome do Marinheiro"...
Enriquecida pelas vertigens e pelas náuseas, a minha cabecita zonza não pára de andar à roda (pelos vistos, também outras cabeças que comigo navegaram estão assim).
Já arranjei um novo nome para este meu/nosso problema: "Sindrome do Marinheiro-que dança-com-químicos"! Obviamente, não disse nada disto à médica - não foi preciso - ela viu logo que eram banais sintomas como este, que isto dos marinheiros em terra sentirem zonzuras não é nada de grave e que a cura passa por (bastante) repouso absoluto. Será que ela se apercebeu logo ou terá pensado que eu estava a fazer "fita" para entrar de baixa? A verdade é única e aquela que comecei a contar: estou mesmo mal!
Tudo começou na 2ªF à tarde. Pensei que ainda fossem vestígios do Sábado ou então que a tensao baixa me estivesse a enfraquecer, e julguei que dormindo me passaria. No dia seguinte, ao levantar-me para ir para a loja, repetiu-se. Mas lá fui eu, desejosa de voltar a ver as minhas colegas e a pensar "tens que ser forte, tu consegues e elas merecem!". Atendo uma cliente (a minha vontade era vomitar-lhe para cima quando ela mencionou "lipoaspiração") e digo a uma colega que me estou a sentir mal, ao que ela me responde "vê lá, hoje há muito trabalho, temos muito que fazer... temos pouca gente e muito trabalho.". E eu "Ai é? Então, se calhar, é melhor ir já para o hospital!".
Zonza e sozinha, a conduzir e, assim, colocando o mundo em perigo, cheguei às urgências. Elas eram paracetamol, soro, mais não sei o quê e...tudo na mesma. Lá me fizeram análises e...nada. Depois de 4h30m naquele horror de paredes brancas e frias, doenças e fedores, gemidos e latidos, não me souberam dizer nada!!!
Lá vou eu de novo para a loja. Ao chegar, dirijo-me ao balcão para falar com a chefe e, sem que ninguém me perguntasse nada (tipo "tás bem? o que tens?"), decidi informar toda aquela gente trombuda de que ainda não estava bem. Entreguei a justificação e disse à boss que não iria mais trabalhar nesse dia (estava na minha hora de almoço e só teria que trabalhar mais uma hora) e ela respondeu: "Só tens justificação até às 15h30!" e eu "Tenho que ir à médica de família para justificar 1h30m?", "Faz como quiseres...". CABRA!!!
Lá vim eu para a mdf, que finalmente me diagnosticou correctamente os sintomas, que não me pode passar a baixa no consultório e me fez hoje passar a manhã no SAP...

Jeffrey Becom, Santa RitaOs resultados:

1º não posso sair de casa - nem praia;
2º não vou receber nada da Segurança Social porque desconto há pouco tempo;
3º quando voltar à loja o ambiente vai ser péssimo - vou apresentar a demissão com o famoso mês de antecedência;
4º a cabeça gira como uma montanha russa e não estou melhor.


As conclusões:

1º O que está estragado, faz-te mal à saúde;
2º Se optares por uma vida saudável, não ficarás doente pelos químicos nem os usarás para a cura;
3º Se fores ao mar, tem cuidado com a ondulação e avia-te em terra;
4º Lava escadas, varre ruas, mas nunca trabalhes numa loja de roupa com gente fútil e arrogante;
5º Se tirares um curso, consciencializa-te que agora faltam os papéis;
6º Se não tiveres dinheiro para a saúde, terás que ter tempo, paciência e alguma saúde até te encontrarem a cura;
7º Se te diagnosticarem Síndrome Vertiginoso não contes a muita gente e prepara-te para que te gozem;
8º Se sentires que vais cair, deita-te logo no chão (antes que caias);
9º Nunca percas a esperança: um dia isto tudo vai parecer longínquo, a vida vai melhorar e, se estás assim, a culpa é toda tua mas, deves perdoar-te e livrar-te do mal!

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segunda-feira, setembro 20, 2004

Desencalhar 

Tom Chambers, Aground, 2003
Finalmente, ele chegou! Após nove meses e meio após a conclusão do curso, já posso acreditar no sistema e louvar o IEFP pela rapidez, pela eficiência demonstrada, por ter sido capaz de me enviar o Certificado de formadora antes de um ano de o ter pedido!
Agora basta rever a matéria toda, relembrar-me das aplicações, utilidades e manejo das mesmas... agora basta acreditar que não devo estar assim tão desactualizada e que será fácil arranjar formações para dar! E será, concerteza!!!
Em breve entregarei, novamente, o meu currículo a todas as empresas e juntar-lhe-hei o CAP; em breve, num futuro próximo, aproveitarei as minhas capacidades várias e esse futuro sorrir-me-á; com bastante prazer, despedir-me-hei deste emprego em que só convivo com gentinha medíocre, onde passo o dia a dobrar roupa e atender tias para ganhar uma miséria de salário, onde sou controlada ao pormenor e onde a tensao só desaparece quando ouço alguém: "...prefiro opinar..." e, logo uma das minhas colegas "finas":"pinar, pinar, ahahahah!".
Porra, fazem tudo para nos manter crianças, não nos ajudam à independência, atam-nos as mãos quando elas querem criar, obrigam-nos a conformarmo-nos com a nossa pequenez, mas um dia, num dia que é já hoje, vêem-se os resultados: estamos encalhados no tempo, presos a uma visão medieval em que cada passo apenas significa uma hora e que quando chegarmos ao presente já os outros estão num futuro bem mais avançado. Acho que não há solução, acho que não...

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domingo, setembro 19, 2004

Mazelas epidérmicas 

Giovanni Gastel
Epá, foi excelente! Dançar, beber, curtir, conversar pouco, dançar muito e viró-disco-e-tocó-mesmo, que a gente, nestes andamentos, já sabe como é: a noite acaba cedo demais e quando damos por ela, nem sabemos se realmente foi verdade ou se fomos protagonistas em algum filme malaico.
Seja lá como tenha sido, a realidade é dura: além das aftas que me impedem uma correcta dicção, hoje acordei com uma mancha acastanhada no queixo e não faço a mínima ideia do que me aconteceu. Pode ser uma alergia a qualquer substância, mas pode também ser queimado (onde, no quê), ou mesmo ter raspado o meu queixinho lindo numa parede!... Não sei, mas aposto em alergia porque julgo que lembrar-me-ia de uma raspadela, de um tombo ou da dor de uma queimadura. Mas também digo, não é grave, isto passa! E até para reafirmar que sou uma gaja com sorte, sinto-me agradecida com a manifestação epidérmica destes "pequenos exageros" - mais vale uma mancha castanha no queixo do que várias manchas verdes na testa, é ou não é?!!

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sexta-feira, setembro 17, 2004

Rebuçados da boémia 

Christophe Rihet
Ai, que vai ser tão bom!!!
Vou zarpar, partir à descoberta de prazeres mundanos, de paraísos contaminados, ou melhor, vou dançar e dançar, beber e recorrer a adictivos e dançar, dançar muito!
Um passeio pela ria, bar aberto, pôr-do-sol ao largo do farol e um sonzinho à maneira até de manhã!
Gajos e gajas boas, muita loucura em sintonia...
Como sabe bem ter oportunidade para gozar a vida, não só a sua parte saudável (como diariamente, sã que nem um pêro, eu sou) mas, de vez em quando, saboreá-la com os rebuçados da boémia!
Novidades? No Domingo, depois do repouso da guerreira, lá para a noite...
Bom fim-de-semana!!!

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quinta-feira, setembro 16, 2004

Devota e casta 

Sean Hopp, Portrait of Sister Wendy as a Young Clairvoyant
Já está! O exame correu muito bem e, após dias de sofrimento de estudo, mereço um belo descanso!
Entretanto, se ontem os putos do 3ºA não me deixaram dormir em paz, hoje temo que seja o Devotio Moderno que me dê cabo do esquema do sono e sonhos...
E, se ontem consegui ser uma diabinha, hoje sou obrigada a me deitar que nem uma santinha...
Amor, amor divino, porque não vens tu ensinar-me novas posições sacramentais a mim, que sou uma devota do teu símbolo grandioso? Por que não me cobres tu de branco e me sacias a fome com o teu corpo glorioso? Por que me deixas agarrada às bolas frias de um terço, crucificada pela alma negra da ausência e chicoteada, sem dó nem piedade, pela falta da tua benção? Amor, meu grande amor, por que me penitencias com a castidade e me deixas arder nesta fogueira de pecados?

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terça-feira, setembro 14, 2004

Diz-me tu... 

O que fazer entre um orgasmo e outro,
quando se abre um intervalo
sem teu corpo?

Egon Schiele, Kniender Halbakt nach links gebeugt 1917

Affonso Romano de Sant'Anna, Intervalo Amoroso

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Anda, vem cá para dentro! 

Japi Honoo, Rebirth
Não te preocupes, Amor. Usarei a minha força e determinação, essa minha imbatível capacidade protectora, para que jamais escorregues por te faltar a minha mão. Em contrapartida, peço-te um pedaço de cada parte de ti, talvez um fio de cabelo, um olhar azul como o céu que me cobre de sol quando em mim existes, um sorriso malandro e um coração que bata com amor e sempre, sempre com sinceridade! Uma nádega vigorosa, uns músculos rijinhos...


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segunda-feira, setembro 13, 2004

Anda, vem cá para fora! 

Pascal Renoux, Maria2
A minha mana tem 33 anos e, a cada dia que passa, parece retroceder, vertiginosamente, até à puberdade. Já não digo adolescência, digo pós-infância…
Passa os dias ligada aos chats e, depois de travar conhecimento, e de adicionar, imediatamente, os contactos ao Messenger, ingressa num tipo de conhecimento tipo de garotos do 7º ano. Liga a web cam, liga o micro e aumenta o volume para dar a conhecer as músicas giras da irmã como se fossem suas. Penteia-se antes de ligar a cam, treina a voz, desaperta o primeiro botão da camisa e impede-nos de entrar no escritório (como se fosse necessário entrar lá para adivinhar as parvoíces).
Como é professora, acredito que possam ser influências dos putos e putizas do 2º ciclo – oxalá! Tem passado estes dias de desemprego em casa, rabinho gordo bem assente no maple e só se levanta quando lhe digo: "sai daí, passo o dia a trabalhar para ti e agora quero ir para o meu computador que me saiu bem caro!". E ela diz: “Espera, só mais cinco minutos. Por favor, por favor, não sejas má para mim. Eu tenho conhecido tanta gente gira!”. E muito mais se poderia dizer…vejam bem, eu nem tenho aparecido.
E de quem é a culpa? A culpa é do Governo, mais precisamente, da comandita do Ministério da Educação, que deixa mulheres de 33 anos, professoras há nove, a ver navios, perdão, "gente gira", em casa sem muito que fazer, além de ocupar os pcs dos outros, fumar uns "fumos fortes" e só fazer disparates, gastar o dinheiro do mealheiro da cozinha, desleixando-se na própria cama que não faz e esquecendo-se de que há ar lá fora para respirar, sol/luz para queimar, gente em carne viva e alma cheia para conhecer.
pS- qualquer exagero atrás descrito não é a mais pura fantasia.

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quinta-feira, setembro 09, 2004

Impedimentos matrimoniais 

Anne Worbes, The waiting bride
Este fim-de-semana vou a um casório e, como uma menina que gosta de saber ao que vai, decidi fazer umas pesquisas sobre as condições, os direitos e deveres e os impedimentos para se poder contrair matrimónio.
Da maior parte delas eu já sabia, como a idade não ser inferior a 16 anos ou ter um grau de parentesco demasiado próximo.
Noutras nunca tinha pensado, como a possível demência notória de um dos noivos (mesmo com intervalos de lucidez) ou uma anomalia psíquica e, outra ainda, como um dos nubentes ter cometido homicídio ou ser cúmplice no homicídio doloso contra o cônjugue do outro.
Até aí, tudo bem... agora, que nos venham a nós, mulheres, impôr um prazo internupcial de 300 dias contra o de 180 dias para os homens, isso é que é inacreditável!!!
Qual a explicação? Quase que dá vontade de casar, descasar e recasar, tudo no prazo de 6 meses, para que comece a haver barulho, para que leis machistas como estas sejam repensadas e se envergonhe o tóto que fez esta lei!...
Alguém se disponibiliza para, juntamente comigo, contrairmos esse?

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quarta-feira, setembro 08, 2004

Queres conduzir tu? 

Matt Norman, Car Rust 3
Tenho o carro na oficina. Bateram-me quando estava estacionada e já há 4 semanas que a situação estava pendente. Finalmente, na Segunda-feira passada, o seguro deu-me outro de substituição até esta próxima Sexta-feira, altura em que o meu fica arranjado.
Hoje, logo pela manhã, ao sair do estacionamento e com a cabeça nas nuvens do amor, fiz marcha-atrás e não vi a árvore. Lá foi ela passar do seu estado vertical para um novo estado - o diagonal. Saí rapidamente do lugar, antes que alguém me viesse aborrecer. Tudo bem. Só notei na amolgadela ao final da tarde, quando me perguntaram o que tinha acontecido. Sempre pensei que tinha batido atrás e que não se tinha passado nada, mas a mossa foi à frente. Merda. Amanhã, lá vai este também para a garagem para ficar pronto para o dia seguinte e ainda não percebo porque é que o meu tem seguro contra todos os riscos e este, dos seguros, só tem contra terceiros...
Pois não é que, e depois de vir a matutar até casa na asneira que tinha feito, ao atravessar a rua para entrar em casa, passa um amigo meu que, todo sorridente, me cumprimenta... e bate no Mercedez da frente???
Foda-se!!! Já me disseram que não tenho maturidade para conduzir. Eu até tenho discordado porque foi a primeira vez que tive culpa das desgraças com as viaturas que tenho conduzido mas, agora e cada vez mais, acredito no karma, no azar que me persegue: eu não tive culpa de ele estar a olhar para mim e me ter cumprimentado!!! Merda, merda, merda.

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segunda-feira, setembro 06, 2004

Peço-vos, ó meus deuses... 

Darren Holmes, MemorySe têm a verdade, guardem-na!
...
Não me macem, por amor de Deus!
...
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?
...

Álvaro de Campos, in Lisbon Revisited (1923)

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De post em post 

Flor Garduno. Livro Sábio

Às vezes tenho ideias felizes,
Ideias subitamente felizes, em ideias
E nas palavras em que naturalmente se despegam...

Depois de escrever, leio...
Por que escrevi isto?
Onde fui buscar isto?
De onde me veio isto? Isto é melhor do que eu...
Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta
Com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?...

Álvaro de Campos, "Às vezes"

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domingo, setembro 05, 2004

Aplicar-me-hei 

Balthus
Estava eu a preparar os livrinhos de estudo para aproveitar a minha hora de almoço, quando descubro a matéria a estudar para o último exame de acesso... afinal é só o triplo daquilo que eu julgava ter que relembrar!
Não é nada difícil, apenas bastante matéria.
Não é nada de que eu não goste, apenas abrange vários assuntos.
Não é amanhã, é daqui a uma semana.
Não é grave, não é preciso tirar 20.
Tá-se bem, eu sou uma gaja com sorte e hei-de me safar... e a preguiça, essa não poderá imperar!!!



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Nem 5 nem 50 

Se noites como a anterior só acontecerem de vez em quando, esta poderei ser eu daqui a 50 anos...
Se noites como a anterior acontecerem muitas vezes, esta poderei ser eu daqui a 5 meses...
ADAM ORZECHOWSKI , Coca-cola this is it

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sábado, setembro 04, 2004

Dormir, dormir, dormir 

Estou com uma directa em cima. Fui trabalhar com os copos. Foi um risco (mais um). Toda eu tremia. Não ouvia ninguém. Não encontrava nada. Foi muito mau. Levei o dia todo a imaginar-me deitadinha na cama. Finalmente, chegou a hora.

Van Gogh, Quarto

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sexta-feira, setembro 03, 2004

A1 by night 

Emily, Beautiful Life
Correu bem o exame. Enganei-me nas horas mas, apesar de o fazer em menos meia-hora do que o normal, terminei-o e julgo ter conseguido a nota mínima que queria. Este já passou…
Quando cheguei a casa tinha recebido uma mensagem. Era uma mensagem de mimo, uma manifestação de saudade, porque ele escreveu que andava a dormir mal e que talvez uns beijos resolvessem o problema.
E lá fui eu, armada em menina querida dar um pouco de sossego àquela alma que me necessitava. Estava cansada, tinha estudado muito e dormido pouco, vinha da ginástica e no dia seguinte tinha que me levantar cedo para trabalhar. Mas isso não interessa, isso não interessa mesmo nada porque fui ter com ele sem me queixar, sem que ele me pedisse. Fiz 60 km para lá, hoje voltei a fazer os mesmos, só porque não me importo de dormir menos, gastar mais gasolina ou ficar mais cansada para o ver, o tocar… Chegada ao destino e surpreendendo-o recebo, como agradecimento “O que é que estás aqui a fazer? Fazes isto tudo por mim e assim eu acabo por me fartar de ti. Comigo tens que fazer tudo ao contrário.”.
É excelente…quem ouve uma coisa destas de alguém de quem gosta e se preocupa ou é parvo, ou é masoquista, ou é burro. Eu, pelos vistos, sou isto e muito mais.


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quinta-feira, setembro 02, 2004

Estudaste tudo? Não?!? Porquê??? 

Paula Rego, Mulher-cão

Até me dizem que não sou nada burra, que se quiser consigo fazer as coisas e eu até concordo e, sinceramente, acho-me uma gaja com sorte...

Mas, ó meu Deus, por que raio é que eu sou tão preguiçosa?!?


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quarta-feira, setembro 01, 2004

Estou em dúvida 

Saquei a imagem do post anterior julgando que aquilo que as mãos apertavam era um rabo. Agora, e depois de ver melhor, acho que são umas mamas.

O que é que vocês acham?

E agora vou estudar, que amanhã tenho exame e a Gotinha já me deu cabo do esquema... e que ninguém duvide de que são estudos a sério, nada de aprendizagens sobre o desempenho sexual ou sobre a colocação da voz: apenas Língua Portuguesa!

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