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sexta-feira, dezembro 31, 2004

Filmes 

Procuro não fazer grandes filmes... neste momento da minha vida, em que muito se altera sem que eu esperasse, rendo-me a curtas-metragens.
Cynthia Greig, CameraTento, a cada instante que passa e em cada cena que se adianta, alhear-me um pouco deste futuro diferente, deveras entusiasmante e grande-mente-ansio-lítico que me espera... Trata-se de poupar fita apenas para o imediato porque, como toda a gente sabe, não há guião que nos safe ou ensine a sobreviver aos grandes tsunamis da nossa vida... além disso, a fita da vida tem o seu valor e parece-me a mim cara para qualquer possibilidade de desperdício.

Um bom 2005 pa toda a gente!..
Até pó ano, migos!

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quarta-feira, dezembro 29, 2004

Delírius Tremulus 

Isto tudo para dizer que não tenho tido acesso à internet, não tenho posto a minha escrita e pesquisa de imagens em dia, não tenho tido oportunidade para vos visitar nem para contar as grandes mudanças que estão a surgir na minha vida... e que estou cheinha de saudades!!!

Acho que estou a ressacar...

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O Natal já lá vai... 

Ora, então, muito obrigada pelos desejos de bom Natal que muitos me enviaram! Retribuo, apenas com uma leve diferença, isto porque o natal já passou: desejo a todos um óptimo ano que vem e que tenha mais sol que chuva, mais coisas boas que más, etc., etc.
Cá estou eu em Cbr, agora a fazer tempo na Casa da Cultura até que chegue a senhoria de uma casa que vou ver. Acho que vou optar por esta, e ainda nem a vi... mas é que é mesmo ao lado do centro para onde vou trabalhar, aliás, é dois prédios antes do place! Melhor do que isto? Impossível!!!
Passei o Natal lá em baixo, nos Algarves, e mal tive tempo para ver o mar... o melhor é mesmo que o vejo, lá ao longe, da minha nova casa. Mas perto, sentir-lhe o cheiro, não deu. Incrível, não é? Chego lá a baixo e tenho que ir visitar a família de ambos os lados - conversar com a prima adolescente, almoçar com os tios bacanos, visitar o pai abrutalhado e, lá mais para o fim, na última tarde que lá passei, estar com os meus amigos. Foi sempre a correr, comi e bebi que me fartei e devo ter engordado, neste último mês, praí um quilito porque já deu, pela primeira vez na minha vida, para rasgar umas calças novas mesmo no meio das nádegas... belo presente de Natal, sim sra!

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quarta-feira, dezembro 22, 2004

Turn and face the strange, Ch-ch-ch-ch-changes... 

Grande, grande novidade!!! Porque nem tudo pode correr menos mal, arranjei um grande emprego na área da formação, mas que é muito mais do que isso!!!
É uma função que requer muito empenho, dinâmica... disseram os meus futuros patrões que me acharam alguém com bastante pró-actividade (mal eles sabem a preguiçosa que sou...).
Tenho muito medo. É uma coisa em grande e eu, que me acho sempre uma garota, assusto-me mas, ao mesmo tempo, penso: tenho que ter auto-confiança!
Outra coisa que me assusta é o facto de eu vir viver novamente para Coimbra. Não pela terra, tá claro, que eu adoro isto, mas pelo relacionamento que tenho com algumas pessoas. Tenho medo da proximidade, tenho medo de as perder...
Mas, que se dane. Esta é a minha grande oportunidade no momento: pode ser a minha passagem para o mundo adulto e chato das responsabilidades e vou ter que a enfrentar, custe o que custar e que corra o melhor possível!!!
E agora onde é que eu vou viver? Tá mal, pois o que ganharei ainda não dará para alugar uma casa. Viver em quartos não me apetecia, além do mais são muito caros comparando com os apartamentos. Bem, vou dar umas voltitas, pode ser que me apareça boa e barata (se ainda estivesse na loja, as minhas colegas diriam: vai á feira de Espinho!...).

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terça-feira, dezembro 21, 2004

Diversificar, optar por caminhos diferentes 

...ou simplesmente não querer ir sozinha para casa.

Narelle Autio

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segunda-feira, dezembro 20, 2004

Adeus, cara colega! 

Khrass, The Space betweenHoje foi o meu último dia de trabalho na loja... Os meus colegas, na maior parte, eram uns imbecis e invejosos, mas havia alguns de quem, com o tempo, comecei a gostar. Detestava o trabalho que tinha, não tanto pelo atendimento mas pelo ambiente entre colegas, pelas intrigas e mesquinhices que julgava só acontecerem em meios fabris.
Quando comecei a trabalhar lá, todos me felicitaram pois era um bom trabalho, em que se ganhava bem, diziam. Nunca achei isso: podia-se ganhar melhor do que noutros lados, mas isso não quer dizer que fosse bom...
Levantava-me de manhã bem disposta, mas quando chegava sentia-me pressionada e parece que qualquer passo que dava podia estar errado. Todos sentiam medo e eu acabei por assimilar, em parte, essas paranóias (embora nunca desse o braço a torcer).
Quando soube que ía dar formação, contei a alguns colegas. Nuns vi as suas caras contentes - por me verem bem-, noutros encontrei inveja, uma indisfarçada inveja.
Cumpri bem as minhas funções, mas o reconhecimento não me foi dado. Esses filhos da puta, que pagam uma miséria a quem lhes dá a ganhar milhares todos os dias, não sabem agradecer e ainda se acham com necessidade de receber prendas do pessoal. Oferecem um jantar de Natal aos escravos do século XXI que é para dizer que são muito bons patrões, mas se embirram connosco cortam-nos as comissões (não mencionadas no contrato) e tornam o ordenado incompreensivelmente inaceitável. Seja como for, não lhes desejo mal pois deles dependem muitas famílias, mas só por isso...
Quanto aos meus colegas, aqueles que no ínicio eram todos sorrisos, foram-se revelando as maiores cobras do pântano... Outros foram-se revelando positivamente - menos sorrisos, menos cinismo...
Hoje foi o último dia e, apesar de ter a certeza que não terei as mínimas saudades daquilo, saí de lá com um nó na garganta que me acompanhou pelos 20 Km de caminho de regresso. Só dei beijinhos a quem mos solicitou, sob pena de me cairem algumas lágrimas e de assim perder, no último minuto, a minha pose de durona.

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sexta-feira, dezembro 17, 2004

Fulgurante noite! 

Ainda há lugar para mais um. Quem quer vir?

Glow

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quinta-feira, dezembro 16, 2004

Ó malmequer mentiroso, quem te ensinou a mentir?.. 

Denise Deezel, He Loves me, He Loves me not... Ainda que mal
Ainda que mal pergunte,
ainda que mal respondas;
ainda que mal te entendas,
ainda que mal repitas;
ainda que mal insista,
ainda que mal desculpes;
ainda que mal me exprima,
ainda que mal me julgues;
ainda que mal me mostre,
ainda que mal me vejas;
ainda que mal te encare,
ainda que mal te furtes;
ainda que mal te siga,
ainda que mal te voltes;
ainda que mal te ame,
ainda que mal o saibas;
ainda que mal te agarre,
ainda que mal te mates;
ainda, assim, pergunto:
me amas?
E me queimando em teu seio,
me salvo e me dano...
... de amor.


CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

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Barbie, sua tola!!! 

A quem vai passar as férias ao Brasil, aqui fica um aviso: as bonecas de lá são cá umas taradonas, ui, ui...

A Barbie no Brasil é taradona, cara!!!

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Pelo caminho, pensei em... 

...que às vezes devemos abandonar a ideia do que os outros nos fazem sentir, para pensar naquilo que eles sentem por nos fazer sentir assim.
Ao som de uma música que me apareceu, voei sobre essa problemática.

Elena Getzieh

Oh, can't anybody see,
We've got a war to fight,
Never found our way,
Regardless of what they say.

How can it feel, this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.

Storm,
In the morning light,
I feel,
No more can I say,
Frozen to myself.


Portishead, Roads

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terça-feira, dezembro 14, 2004

E o que é que eu tenho a ver com isso?!? 

Pascal Renoux, Nassim 3

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Ternura de macho 

Jan Saudek, St. Christopher, 2003E nem a propósito do post anterior, ontem dormi num apartamento em que se ouve perfeitamente os barulhos dos outros. Não sei se no andar de cima ou no apartamento do lado, sempre que lá vou, ouço um miúdo a chorar. Desde sempre o ouvi, depois esqueço-me até lá voltar novamente.
Ontem, já deitada e pronta para dormir, ouço novamente o miúdo a chorar e ouço também uma voz grossa, masculina, a falar alto, a gritar. Penso no terror daquele miúdo por ter um pai assim e lembro-me da besta do meu e no terror que foi viver com ele até aos cinco.
Hoje, logo pela manhã, depois dos saltos altos descerem as escadas, comecei novamente a ouvir o choro desesperado da criança que, muito provavelmente, ficou a ser vestida pelo aquele verme monstruoso. Além dos soluços de medo, reconheci aquele choro e reconheci também o gozo do pai que o imitava. Lembro-me perfeitamente de me acontecer o mesmo e a minha vontade era dar-lhe umas vassouradas e partir-lhe a cabeça toda. Estremeci e durante todo o dia fui-me lembrando que não se deve pensar em arranjar um bom companheiro, apenas. E depois, ainda, reflecti sobre pessoa de quem eu gosto. Diz que sou mimada, frágil, instável, desiquilibrada, carente e logo me fez calar quando lhe comecei a contar o medo na minha infância.
Será que há uma tendência para as histórias se repetirem? Será que um dia lhe vou partir a cabeça às vassouradas?..

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segunda-feira, dezembro 13, 2004

Acorda... 

AngelleLevantámo-nos as duas bem cedo, depois de eu lhe beijar a testa suavemente e lhe ter apertado as bochechinhas redondinhas e quentes de menina minha. Disse-lhe Acorda, Bébe, já é manhã e o sol espera por nós lá fora para nascer...
Olhou para mim e com ternura esboçou um sorriso, meteu-me as suas mãos nos meus ombros, abraçou-me e puxou-me para ela. A assim ficámos, abraçadas, por poucos minutos que poderiam ser eternos...

Se todos fossemos acordados desta forma o que aconteceria? Será que o mundo se tornaria demasiado sentimental, as pessoas menos produtivas, será que o P.I.B. desceria?

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domingo, dezembro 12, 2004

Porque foi ardente o meu desejo, 

Darek Banasik


A estrela cadente
me caiu
ainda
quente
na
palma
da
mão...




Paulo Leminsky

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sábado, dezembro 11, 2004

Porquinho 

Para quem que, em quase dois anos, comeu raras vezes carne, preferindo alimentos menos indolores para o produto em si, cinco vezes leitão num mês quererá dizer que falta alguma incoerência na minha vida?
Após uma intoxicação alimentar comecei a ter cuidado com a alimentação. Cortei nos fritos, enchi-me de muitos vegetais e fruta e, principalmente e aos poucos, abandonei o consumo de carnes. Quanto ao peixe e ao marisco, esses sempre foram entrando e com bastante prazer!...
A razão para o meu raro consumo é eu achar que a carne não é um alimento saudável e que, no mundo em que vivemos não é necessário que outros morram para que eu viva. Isso é uma verdade, mas então e o peixe? Pobre animal que demora uma ou mais horas a morrer, sufocado... E a bela da sapateira? Morre quentinha, numa piscina de água quente... A verdade é que me custa mais saber e contribuir para o sofrimento da vaca ou do porco, não só pela morte mas, principalmente, pelas condições miseráveis em que eles vivem até ao suspiro final...
Verdade seja dita, não me custou muito deixar de comer carne e nunca fui fundamentalista ao ponto de recusar a comida mas raramente me vi obrigada a encarnar!Agora o que se passa é que neste último mês já acompanhei familiares e amigos à Bairrada por quatro vezes e, não esquecendo a minha herança cultural e a minha boa educação, comi o porquinho. Parece que hoje vou comer de novo...Ó pá, faz-me impressão, mas até sabe bem. Como satisfeita porque sempre gostei de leitão, mas também me sinto mal comigo mesma por estar a fazer isso. Sou um bocado incoerente, não é??????

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sexta-feira, dezembro 10, 2004

Xerazade 

Não fui capaz de gerir o tempo, e talvez ainda bem. Agora já são horas, vou descansar, que por mais que se repitam os meus alongamentos, o tempo só é fiel a si mesmo e amanhã o sol nasce bem cedo.
Por isso, rogo: leva-me, ó tapetinho mágico, e ajuda-me a perdoar os meus poucos momentos de lucidez. Tudo farei para que a minha loucura seja constante daqui em diante. Dá-me o teu apoio porque me molharam as asas, permite-me que suba e leva-me para que me contem uma história...

O meu Tapete Voador

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Chove-me sobre as asas 

kittynn, No More PhotosEu sei que ando um bocado doida, desvairada das ideias, frustrada, irritada, mal e bem-disposta. Para que isto me esteja a acontecer, concluo vários motivos, ora o trabalho que está quase chegar ao fim e parece que nunca mais chega, ora a falta de férias (5 meses sem parar), ora a falta de dinheiro, ora aquilo que a gente cá sabe.
Sinto que a minha vida está a mudar, que estou a crescer, a tornar-me mulher grande, com mais responsabilidades e por aí em diante. Tenho cá para mim que estou a deixar de ser garota ou, pelo menos, ando deveras irritada por muito se estar a passar em mim sem eu poder acelarar qualquer processo. Fico danada por o tempo andar tão devagar, por tentar agir bem nos vários campos da minha vidinha e sair sempre tudo furado. São pequeninas coisas, claro. Não me estou para aqui a queixar que só tenho azares na vida, porque é isso seria mentir. A vida até está mesmo a melhorar, não tenho a mínima dúvida!!! O que eu tenho é pequenos azarzinhos - muitos e frequentemente. Por exemplo, o motor de arranque do carro pifar (ao menos podia não ter sido no dia de folga), o facto de no dia que vou finalmente cedo para o trabalho apanhar um congestionamento demorado por causa de obras, acabarem-se os cremes pró rosto todos ao mesmo tempo (ao mesmo ordenado, quero eu dizer), estarem 3Cº no dia em que me esqueci da blusa interior (rapo 5 horas de frrrrrrio), chegar a casa e encontrar o pc com vírus (eu não estava lá, porquê no meu?), gostar do vinho branco (o que é raro) e ficar com dores de cabeça, chegar a casa e ver retiradas as minhas torneiras de apoio para colocar o chuveiro enquanto a água não está quente, jantar lulas (que adoro) feitas pela minha mãe sem que ela retirasse o seu interior (que detesto, seria pedir muito que ela se lembrasse?). E como estas pequenas merdas, há muuuuitas outras!!! Também há outras poucas maiores e, naturalmente, mais importantes. Não as posso revelar assim, descaradamente, sob pena de me arrepender fervorosamente. Não interessa, bou-me embora, isto tá quase a passar e, além disso, não é nada para ninguém a não ser para mim, adeus!

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domingo, dezembro 05, 2004

O que é que tens? 

Uma sexta-feira, depois do trabalho, um casal de namorados encontrou-se num café. Depois de terem bebido qualquer coisa, foram jantar e decidiram passar um bocado juntos num hotel...
O que aconteceu então no hotel?

Há duas versões:

1) Versão Dela:
Félix NadarEle estava de mau humor quando nos encontrámos no café. Pensei que era porque eu tinha chegado tarde, mas não me disse nada.
Do meu penteado novo (tinha cortado 3 dedos na altura e descido um tom na minha cor habitual), nem um comentário. "Não gostou", pensei, mas não disse nada. A nossa conversa era lenta e propus-lhe que era melhor falarmos mais intimamente num restaurante. Ele aceitou, mas quando chegámos continuava muito sério... tentei fazê-lo sorrir, mas não fez efeito.
Perguntei-lhe se o problema era eu? e respondeu-me que não.No táxi disse-lhe "amo-te" e ele apenas me pegou na mão enquanto olhava pela janela; Meu Deus, o que se passa!, pensei. Nem sequer me disse "eu também"...
Ao chegar ao hotel, pensei que a coisa piorava já que continuávamos sem falar! Tentei perguntar-lhe qualquer coisa e ele respondeu-me, acho que por boa educação, enquanto... via televisão!
Depois meteu-se na casa-de-banho. Um pouco zangada, despi-me e meti-me na cama, enquanto pensava que talvez tivesse feito melhor em ir para casa.
Dez minutos depois, ele veio para a cama e como tinhamos previsto, fizemos amor, mas acho que com pouca convicção. Poucas carícias e poucos beijos...
Ele parecia noutro mundo e eu não queria outra coisa senão ir para casa imediatamente; intrigava-me saber o que lhe estaria a acontecer e já começava a duvidar de tudo... talvez tivesse encontrado outra mulher, ou talvez eu...
E agora estou aqui em casa, destruída, a tentar ordenar as minhas ideias e desejando saber como estarão as coisas...


2) Versão Dele:
Félix NadarDia difícil no trabalho... mas ao menos dei a minha queca!!!








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Porque eu cheguei... 

Andrzej Walter
Porque eu cheguei e é tempo de me veres,
Mesmo que os meus gestos te trespassem
De solidão e tu caias em poeira,
Mesmo que a minha voz queime o ar que respiras
E os teus olhos nunca mais possam olhar.

Sophia de Mello Breyner Andressen

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