segunda-feira, fevereiro 28, 2005
Isso não me interessa...
domingo, fevereiro 27, 2005
Parecem bandos de pardais...
Ontem, no jantar de blogs em Coimbra, a minha amiga São deu-me a ideia de criar um blog com as saídas engraçadas dos meus alunos. Falamos muito sobre crianças e ela fez-me ver que a memória não é perene e que, para mais tarde recordar, deveria apontar as inocências verbais dos meus pupilos.Ora bem, acho uma ideia gira e com futuro (um futuro, infelizmente, não tão próximo como seria se pensasse nisso antes de estar demasiado ocupada a dar-lhes aulas; mas, nessa altura, também não tinha pupilos!). Tenho que pensar em pô-la em prática e, para isso, além de tempo (que mal tenho para escrever nos Atalhos e Atilhos) e de um template giro, preciso também de um nome catita.
Já pensei num, que não vos revelarei ainda mas que, modéstia à parte, me soa muito bem.
Alguém me quer ajudar?
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sexta-feira, fevereiro 25, 2005
Olá, eu sou... quem eu quiser!
quinta-feira, fevereiro 24, 2005
Proximidade
sábado, fevereiro 19, 2005
Admirável Mundo Novo
Eu sei, eu compreendo... Estás indeciso sobre em quem votar? Farto de quem está no poder e incrédulo quanto a quem para lá vai? Não gostas de nenhum deles mas sabes que "eles vêm aí"? Ainda não decidiste se vais ser coerente com os teus ideais ou vais optar pelo voto útil? Não tens esperança no futuro e gostavas de arranjar uma desculpa para não ter que sair de casa no Domingo? Ainda acreditas no Pai Natal?
Dicas para uma manipulação efectiva:
Quando queres dar a entender a alguém que está errado, começa por falar-lhe doutras coisas, acabando por chegar, como por acaso, aos actos que merecem reprovação. Descreve-os, então, de modo caricatural, diz todo o mal que pensas deles, mas fá-los acompanhar de circunstâncias diferentes, de modo a que a pessoa que queres aconselhar não se sinta directamente atingida. Procura que te escute de boa vontade, sem zangar-se; alegra a conversa com algumas piadas e, se de súbito o vires fazer má cara, mostra um ar cândido e interroga-o nesse sentido. Finalmente, misturando-as com considerações diversas, aborda as soluções a considerar num caso como o que te preocupa.
Jules Mazarin, in 'Breviário dos Políticos'
Conselhos para quem insiste em ter esperança:
Primeiro pára, senta-te e pensa o que pretendes de bem. Depois, pondera, não as hipóteses teóricas, mas as possibilidades reais. Então, entre duas realidades, podes escolher a melhor. Discernir não é descobrir a única hipótese boa, é decidir, entre coisas boas, qual é a melhor, a mais construtiva para si e para os outros. Se é fácil ou difícil, isso não conta.
(Padre) Vasco Pinto de Magalhães, in 'Não Há Soluções, Há Caminhos'
Acredites ou não no Pai Natal, vai lá e vota - a prenda pode não ser grande espingarda, mas o tiro pode salvar a esperança!
Dicas para uma manipulação efectiva:
Quando queres dar a entender a alguém que está errado, começa por falar-lhe doutras coisas, acabando por chegar, como por acaso, aos actos que merecem reprovação. Descreve-os, então, de modo caricatural, diz todo o mal que pensas deles, mas fá-los acompanhar de circunstâncias diferentes, de modo a que a pessoa que queres aconselhar não se sinta directamente atingida. Procura que te escute de boa vontade, sem zangar-se; alegra a conversa com algumas piadas e, se de súbito o vires fazer má cara, mostra um ar cândido e interroga-o nesse sentido. Finalmente, misturando-as com considerações diversas, aborda as soluções a considerar num caso como o que te preocupa. Jules Mazarin, in 'Breviário dos Políticos'
Conselhos para quem insiste em ter esperança:
Primeiro pára, senta-te e pensa o que pretendes de bem. Depois, pondera, não as hipóteses teóricas, mas as possibilidades reais. Então, entre duas realidades, podes escolher a melhor. Discernir não é descobrir a única hipótese boa, é decidir, entre coisas boas, qual é a melhor, a mais construtiva para si e para os outros. Se é fácil ou difícil, isso não conta.
(Padre) Vasco Pinto de Magalhães, in 'Não Há Soluções, Há Caminhos'
Acredites ou não no Pai Natal, vai lá e vota - a prenda pode não ser grande espingarda, mas o tiro pode salvar a esperança!
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quinta-feira, fevereiro 17, 2005
O fio dental, a bunda e a boquinha torta
Isto só para lembrar que o jantar de blogs em Coimbra não é este Sábado, mas no outro a seguir, dia 26 - quando eu já estiver boazinha e não falar com a boquinha torta, a jeito de queque. Já se inscreveram?
E já agora, usam diariamente o fio dental ou preferem vê-lo passar, ao longe, numa boa bunda?
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segunda-feira, fevereiro 14, 2005
Em alvoroço
Há dez anos atrás andavam todos em alvoroço. Saí de casa às oito da manhã e sabia que só contariam comigo às oito da noite. Fiz as malas e, em vez de partir para a escola, entrei na estação dos comboios com partida sem destino bem definido. À minha espera, uma pessoa e um futuro que eu, na inocência dos meus treze anos, previa diferente deste em que me encontro.Passei a fronteira antes do almoço, cantei "viva la españa" pelo caminho fluvial e segui viagem até Sevilha. À noite, uma casa okupa e muita gente de cristas adornada, com cores vestida e, indubitavelmente, com um ritmo de vida que me fascinou. Alguns copos depois, alguns fumos depois, um novo destino - as cuevas. E algumas aventuras depois, a explosão de uma granada de liberdade, de sonho - um oásis onde a fantasia e a felicidade da penúria valeram a fortuna de um conto de fadas. Granada foi real, tudo foi real e agora custa-me a acreditar. Todas as manhãs, aquela vista árabe, o castelo, os montes, uma cidade debaixo dos meus pés que me tornava a princesa real num mundo extraordinário. Todas as manhãs eu a contemplava, e em todas as horas ela me tornava uma mulher - a menina tinha fugido, foi desbravar terras em si, para si e por si.
Foram quase três meses de alvoroço e, se por um lado fiz sofrer muitas pessoas por não saberem onde me encontrar, por outro... faria tudo de novo.
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domingo, fevereiro 13, 2005
A minha língua é melhor que a tua!
Pois fiquem vocês sabendo que, eu, que não participei no Campeonato da Língua Portuguesa (apesar de ter estado presente), descobri que não cometo erros ortográficos. Ora bem, se eu tivesse concorrido, tinha ganho: é que não houve um único erro na folha em que escrevi o ditado!!! Mas também, pudera... é que era mesmo fácil o raio do ditado!!! Embora compreenda que haja palavras que não sejam de uso vulgar, como se pode compreender que alguém não conheça o verbo "coarctar" ou "desasnar" ou, por último, "procrastinar"? Sinceramente, que cambada de trogloditas!!!|
terça-feira, fevereiro 08, 2005
Desculpa, meu porquinho lindo
Neste meu último passeio pelas planícies alentejanas ouvi, comi e dei de cara com muitos porcos! Em primeito lugar, e logo à chegada, foram umas burras de porco; depois, no carro, um cuinchar de um que não é porco mas que, sinceramente, nesse momento pouco faltou para ser; seguiu-se uma boa chouriçada no hotel da pizaria (a minha mais saborosa e menos queimada que a do quarto ao lado)... Na manhã seguinte, deitada debaixo de uma oliveira, apanhando um pouco de sol nas ventas, aparece-me uma porca das grandes com os seus sete porquinhos-babe que, curiosamente, me seguiu quase até à aldeia. Fui até ao Celeiro e dei por mim a comer umas febras (tinha outro nome, mas não me lembro) de porco preto. Quando novamente me deu a fome, pedi um pratinho de porco em tomate, que, por acaso, era frito em banha (de porco) vermelha. Para finalizar, e antes de iniciar a viagem de regresso, passei por Beja e comprei um doce regional em forma de...PORCO!!!!
Hoje já foi diferente. E ainda bem, porque eu que mal como carne já não a quero provar, novamente, tão cedo. Assim, exausta mas claramente decidida, saí da rotina: fui comer fora e, qual sorte qual azar, levaram-me ao LEITÃO!..
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segunda-feira, fevereiro 07, 2005
Tic-luz-tac-cruz
Ela sabia que não ia ganhar e em casa deixou-se ficar - sentada, bem-mal instalada e cheia de frio como se a cegueira e o calor do sol fossem uma batalha perdida. De um momento para o outro, uma pedrita entrou e quebrou, e em cacos desfez o vidro da janela principal e, bruscamente, a luz de que ela já tinha desistido, avançou...
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Vénus doentinha
Tenho um frio medonho, tosse, dói-me o externo e, acima de tudo, dói-me o coração.
Estou triste, em baixo, sinto-me sozinha e preciso, acima de tudo, de carinho.
Não sei nem como nem quando vou sair desta; tenho a impressão que vou piorar e a certeza de que o mal interno não me ajudará a recuperar o físico.
Gostava de não estar aqui, desaparecer. Gostava de ver o sol a brilhar cá dentro ou, pelo menos, um raio que me aquecesse pela janela. Enfim, são fases.
Nada que uma boa dose de leitão não tente resolver... É já hoje.
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sexta-feira, fevereiro 04, 2005
Pobre Marte!..
Neste fim-de-semana, eu, Vénus, e o meu turbilhão, Marte, vamos dar umas voltas até ao sul do país e dar um pezinho de dança.
Tenho cá para mim que o quadro, na volta, vai ser mais ou menos assim...
Tenho cá para mim que o quadro, na volta, vai ser mais ou menos assim...
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terça-feira, fevereiro 01, 2005
E por detrás, o céu azul
E pergunto, e sei a resposta.
Para não variar, tantas vezes durante o dia te vejo, te encontro em mim. Não te vejo realmente, mas vejo-te com olhos de quem consegue ver de olhos fechados.
Passei pelo teu carro, bem me apeteceu parar e entrar, como se em cinco minutos tu aparecesses e me levasses contigo. Mas não, nem sequer parei para lhe tocar, para lhe passar os dedos pelo pó que é teu e meu se tornaria.
Pelo meu caminho, conhecendo no mapa dos sentidos a tua casa, deixei-me guiar até ao nº8, com vontade de te adoçar com o chocolate que levei na mala. Mas não me posso enganar, a verdade absoluta é que levei comigo também a convicção de que isso não iria acontecer, de que eu não premiria o meu dedo na tua campainha para te dizer "sou eu". Fui até lá sabendo que ficaria para a próxima vez, para amanhã, depois ou daqui a um mês - e que a gula, tal como roubar um doce a uma criança, é um pecado mortal.
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