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segunda-feira, março 28, 2005

O descanso da guerreira 

Cosimo Cavallaro, Dream of a Ridiculous Man

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quinta-feira, março 24, 2005

Shssss... 

Terry Palka

Vim de fim-de-semana a casa e, julgando poder descansar aqui, sem horários para acordar, passei uma das piors noites da minha vida.
Fui a cambalear para a cama, já passava das quatro, depois de algumas horas deitada no sofá sem fazer nada. De repente, entra-me a minha mãe pelo quarto a dentro "uma chamada para ti!". Atendo, a bateria foi-se. Ligo o meu, e chamam-me para a boémia. Tás doido, disse. Despertei. Fumei um cigarro, e voltei para a cama às sete da manhã. Às dez horas acordo, com o barulho e com uma tosse insuportável, constipada e a suar por causa da quantidade de roupa que tinha na cama. Assoo-me, dispo-me e volto a adormecer. Ao meio-dia, toca a sirene dos bombeiros, como todos os Domingos s feriados é normal. O que não é normal é eu viver em frente aos bombeiros... Parecia que me estavam a furar a cabeça com um black'n'decker!!! Adormeci. Passava meia-hora do meio-dia, tocam os sinos a rebate: é a hora da missa! Tambem é normal, não estivesse eu numa casa a cinquenta metros da igreja.
É caso para dizer, não vejo a hora de chegar ao meu lar, ao meu doce e modesto quarto conimbricense!!! Passar um fim-de-semana em casa, com a família? Só daqui a umas boas semanas... credo!

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Não podemos esperar favores da natureza 

...o nosso dever é arrancar-lhos.*
Robert & Shana ParkeHarrison, Flying Lessons
*Ivan Mitchurine

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quarta-feira, março 23, 2005

Diário de uma advogada 

A respeito da última Sábado, recebi um email, uma história que assenta como uma luva num dos artigos: "Elas também traem":

Pascal Renoux, La chemise noireDemiti o meu Estagiário. Era o meu aniversário de 37 anos, o meu humor não estava lá muito bem. Naquela manhã, ao acordar dirigi-me à cozinha para tomar café na expectativa de que o meu marido dissesse:

"Feliz aniversário, querida". Mas ele não disse nem bom dia.. Aí pensei:

"Este é o homem que eu mereço!"

Mas continuei imaginar: "As crianças certamente se lembrarão".

Quando elas chegaram para o pequeno almoço não disseram nem uma palavra.
Saí bastante desanimada, mas senti-me um pouco melhor quando entrei no escritório e o meu estagiário, disse:

- Bom dia Dr.ª, Feliz Aniversário!

Finalmente alguém se tinha lembrado. Trabalhei até o meio-dia, quando o estagiário entrou na minha sala e disse:

- Sabe Dr.ª... Está um dia lindo lá fora, e já que é o dia do seu aniversário, poderíamos almoçar juntos, só a senhora e eu.

Aceitei, fomos a um lugar bastante reservado. Divertimo-nos muito, e no caminho de volta ele sugeriu:

- Dr.ª, com este dia tão lindo, acho que não devemos voltar ao escritório. Vamos até o meu apartamento,e lá tomaremos uma bebida.

Fomos então para o apartamento dele, e enquanto eu saboreava um Martini ele disse:

- Se não se importa eu vou até o meu quarto vestir uma roupa mais confortável.

-Tudo bem, respondi, fique à vontade.

Decorridos mais ou menos cinco minutos, ele saiu do quarto com um bolo enorme, seguido do meu marido, dos meus filhos, das amigas e de todo o pessoal do escritório... Todos cantando, "Parabéns a você... ".

E LÁ ESTAVA EU, NUA, SEM SUTIÃ NEM CUECAS, DEITADA NO SOFÁ DA SALA..

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terça-feira, março 22, 2005

Recomeça... 

Chega a uma altura em que já chega. Chega, chega, chega.
Existe um limite, sim, existe. Para tudo o que existe, existe.
Sabemos que custa, pois sabemos. E depois? Custa e sabemos disso.

É caso para dizer,

Vladimir Kush, Walnut of Eden
Recomeça...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
Miguel Torga




Há palavras escusadas. A despedida é já, por si, dura demais... é dor cortante que o tempo cura, são lágrimas repentinas que outros sóis nos hão-de secar, é vazio em busca de não ser, é a vontade de se ser, realmente, mais feliz.

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quinta-feira, março 17, 2005

Reticências 

Retrato de Sara, Emil SchildtGostava que... e ..., de repente. Depois, sem que tivesse tempo para me recompor desses... me..., devagar, e com esse olhar conseguisses... sem que mais ninguém soubesse que me...

Acredito nisso porque vi em ti... e eles... quando se cruzam comigo. Não me sinto... sem ter a certeza de que... e que... é mentira.

Portanto, de que estás tu à ... quando por mim..., sem virar..., sem bater..., sem ligar... Quem pensas tu que ... para não entrar assim em mim?

É caso para dizer...

Ficou difícil, tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício
Pagar para ver o invisível e depois enxergar
Que é uma pena...

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Lágrimas de Portugal 

A seca vista do espaçoHá quantos meses não chove
parece que nove
se chover nos três que resta
parece que há festa

...música não mata a sede
mas se pudesse matar
com água por melodia
e por batuque irrigado
verde, o verde nasceria
no solo sacrificado*





*Chuvas de Cabo Verde, Sérgio Godinho
Fotografia retirada do Público, em 17 de Março de 2005

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segunda-feira, março 14, 2005

Não preciso que me digas onde vais 

Passaporte? Viaje clandestino!...Parece impossível, mas já é verdade!

Acabou a nossa liberdade!!! Todos sabem quem somos, o que fizemos, com quem, porquê, quando... vivemos já sem privacidade e, qualquer dia, já nem teremos vida própria...

Sigam o link. Descubram como já é fácil, através do nome, chegarem ao nosso passaport.

É caso para dizer: chegou a hora de voltar à clandestinidade!!!


*Só uma notinha, tá claro: só funciona para que tiver passaport..





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sexta-feira, março 11, 2005

O sonho de qualquer pato 

Duck dreamsContam, que certa vez ao chegar a casa, o Dr. F. Louçã ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar os seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com os seus amados patos, gritou-lhe assim:

- Oh, bucéfalo anácroto! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo acto vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa.

- Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopeia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência do que o vulgo denomina por nada.

E o ladrão, confuso, diz:
- Doutor, eu levo ou deixo os patos?

Que gente tão mazinha!...

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quarta-feira, março 09, 2005

Quero ouvir-te gritar 

?Cor da tua pele
O brilho do sorriso
Fazei-me acreditar
Que és tudo o que preciso

A curva do pescoço
Ombro por mim ferido
Fazei-me desejar
O que me é permitido

Quero ouvir-te gritar...


Por Marta Dias
*Imagem retirada do little black spot

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