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quarta-feira, outubro 19, 2005

Gritar pela vida 

Às vezes eu falo com a vida
às vezes é ela quem diz
qual a paz que eu não quero conservar
pra tentar ser feliz


de Annalisa CeolinAquilo que não se avisa chega com calma, silenciosamente e bem pensado. Vai-se abafando o ruído sentimental da instabilidade e recuperando a sanidade da razão. Na realidade, trava-se uma guerra turbulenta e perigosa para atingir a paz, não a paz cómoda da indiferença, mas aquela que é a única que nos pode salvar a tempo (sim, porque o tempo existe antes de olharmos para trás). Começa-se então por distinguir o bem do mal, limpa-se a poeira da peneira e reza-se para que o sol não tarde. À noitinha, fechamos as portas, as janelas e tentamos dormir um soninho descansado imaginando, infrutiferamente, a protecção do berço. E, se por um acaso, essa dor não cessa e a cama onde nos deitamos já não é aquela que por nós tem sido feita... é porque chegou, sem avisar, a hora de de gritar bem alto que estamos aqui, para os outros e para nós, de gritarmos sem medo para não ficarmos loucos.

*Maria Rita, Minha Alma
***Annalisa Ceolin

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sábado, outubro 08, 2005

Circunstâncias 

Há tanto tempo que não vinha aqui… Levantei-me e vim até à sala. Sai da cama com a vontade que me surge de quando em vez, com a vontade de escrever e de disparar palavras, insistir e insistir em deitar para fora o que às vezes me sufoca, com a vontade de acertar no alvo, com a vontade de libertar o que não tem razão de estar preso. Não tenho tido disposição para me levantar da cama nessas raras e deveras intensas alturas. Não porque elas não surjam, ora essa! Imagino se tivesse a possibilidade de escrever na cama, sem necessitar de um teclado e nem acender a luz… Chamam-lhe comodismo, sei lá. Também não interessa. Amanhã levanto-me cedo. Circunstâncias da vida.

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