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terça-feira, fevereiro 14, 2006

Naquele banco, onde me sento bem 

Reise, Granada
Passei por aqui e lembrei-me que tinha um blog. Como o tempo passa, e talvez por hoje ser uma data importante (mas não, não pensem no Valentim) cá me tenha lembrado que hoje seria um bom dia para o assinalar no blog.
Entretanto, e mal a página se abre, agoniam-me as cores que antes me orgulhavam. O tempo passa, nós também mudamos e a vontade de sempre escrever mais e mais cedeu à falta de espaço temporal e perdeu-se nestes tempos em que também o real e verdadeiro sentimento se tem desvanecido. Ora que chatice, será que me tornei de vez uma mulher e que, afinal, as pessoas grandes são demasiado sérias, aborrecidas e nunca têm tempo? Que é feito de mim, uma (breve) eternidade depois? Onde estão as promessas de liberdade em que me construí? Onde estão as cuevas, a minha Granada em que amanhecida na loucura dos adolescentes treze anos? Onde estás tu, que já não te amas como te amavas? Que já não sentes como vibravas? E esses olhos, onde está o seu brilho e a sua confiança? A bondade, a recusa de preconceitos e, acima de tudo, a coragem? Por que te cansas agora nestes caminhos, atilhos, quando por outros escarpados não te cansaste de correr? Não descanses ainda, que este não é o teu pouso...

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